Análise da derrota: Falta de ritmo, falha individual e problemas de criatividade

Uma derrota em um clássico contra o Corinthians é ruim para qualquer torcedor Palmeirense. O revés no jogo de ontem, em partida válida pela retomada do Campeonato Paulista, não era o que a torcida esperava, porém se avaliarmos o longo período sem atividades, podemos relevar algumas coisas.

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Num primeiro momento, a formação do meio campo com Patrick de Paula, Bruno Henrique e Zé Rafael (mais adiantado) parecia remeter à um time que sofreria para criar jogadas. E foi o que aconteceu.

Zé Rafael, que nos últimos jogos com a camisa do Palmeiras atuou como volante, não conseguiu exercer bem o papel de meia armador. Em muitas situações vimos Willian tentando fazer este papel, sem muito sucesso.

O que se suspeitava, se confirmou. A ausência de Dudu fez muita falta ao Palmeiras. O time estava sem um jogador capaz de armar as jogadas e também não possuia ninguém para fazer jogadas individuais pelas pontas do campo. Rony, que tem a credencial de driblador, pouco fez neste quesito. Aliás, Rony por muitas vezes abusou de segurar a bola e de tentar finalizar (mesmo que sem ângulo).

Para sacramentar um primeiro tempo ruim, Weverton falhou na cabeçada de Gil e deixou o Corinthians abrir o placar. Ainda no primeiro tempo, o Palmeiras sofreu com a baixa de Matias Viña, que tomou 7 pontos na cabeça após choque com Patrick de Paula.

No segundo tempo, após as substituições, o time melhorou, mas ainda sofria pra furar a meta de Cássio. Lucas Lima mostrou disposição ao entrar no jogo e melhorou a articulação das jogadas alviverdes.

Rafael Veiga se esforçou, mas ainda está fora da forma ideal. O promissor garoto Wesley se movimentou bem, mas o time já não tinha mais o rendimento no final do jogo e este começou a ficar isolado no ataque, assim como Luiz Adriano.

Além dos pontos citados acima, vale uma menção ao sistema defensivo, que não mostrou segurança. A cada ataque alvinegro no primeiro tempo, a sensação era que um Pênalti ou um gol poderia ocorrer a qualquer momento.

Boa parte dos problemas mencionados neste texto são gerados pelo longo tempo sem jogos. Todavia ainda temos uma questão fundamental para resolver: Com a saída de Dudu, qual é a melhor formação ofensiva para o Palmeiras?

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