Com venda de Bruno Henrique, Palmeiras reduz folha salarial e dívida com a Crefisa

Por conta da pandemia de COVID-19, o Palmeiras previu R$ 200 milhões a menos de receita em 2020. Todavia a transferência de Bruno Henrique para o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, servirá para refrescar as finanças do clube.

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Em 2017, a Crefisa pagou o valor de R$ 13 milhões para o Palermo, da Itália. Devido ao contrato com a patrocinadora, o Palmeiras deve devolver 100% do valor gasto na compra, mais os juros acumulados desde a época.

Por conta deste tipo de modelo de contratação, no final de 2019, o Palmeiras estava devendo R$ 172 milhões para a Crefisa. Entretanto, as vendas de Bruno Henrique e, principalmente, Dudu (que ainda está emprestado), abatem parte do débito com empresa.

No caso específico de Bruno Henrique, o Palmeiras ainda vai obter lucro diante da operação. Dos R$ 27 milhões recebidos pela ida do volante para o time da Arábia Saudita, a Crefisa receberá um pouco mais de R$ 13 milhões, em virtude dos juros calculados. O saldo restante entra para os cofres alviverdes e devem ajudar a equilibrar as finanças.

Além do valor recebido pela venda, o Palmeiras também eliminará um dos maiores salários do elenco. Bruno Henrique possuía vencimentos na casa de 700 mil reais por mês.

Bruno Henrique deixa o Palmeiras com 175 partidas disputadas e 28 gols marcados. O volante, que inclusive já foi anunciado como novo reforço do clube árabe, foi peça fundamental na campanha do Decampeonato Brasileiro, em 2018.

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