Eduardo Baptista explica por que Borja não correspondeu ao esperado no Palmeiras

 
 

Eduardo Baptista chegou ao Palmeiras no fim de 2016 com a missão de conduzir o time ao título da Libertadores. Em fevereiro de 2017, ganhou como presente da diretoria o atacante colombiano Miguel Borja, que havia sido destaque da edição anterior da Libertadores com o Atlético Nacional-COL.

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Em entrevista ao GloboEsporte.com, Eduardo Baptista, hoje no CSA, lembrou como foi a chegada de Borja ao Verdão e as expectativas criadas.

– Ele [Borja] é um menino introvertido, diferente do Mina, também colombiano. O Borja chegou muito tímido e com o peso de ser o cara do Palmeiras, o cara que ia levar o Palmeiras ao título da Libertadores – recordou o técnico.

O treinador contou que Borja também se cobrava muito, jogava tenso.

– E ele já sentiu tudo isso, sentiu uma pressão muito grande. E diante do tempo de adaptação, que é necessário, ele não teve.

– Ele entrava, se cobrava muito porque não dava certo, ele se perdia na concentração e por isso não conseguiu pegar uma sequência forte.

Em 2017, Borja disputou 43 partidas pelo Palmeiras e marcou 10 gols. Apesar do baixo rendimento, Baptista fez questão de elogiá-lo.

– É um bom jogador, mas a cobrança e a expectativa geradas em cima foram gigantes. E aí não foi dado tempo a ele para isso. Chegou e foi logo jogar, aí vem cobrança e, tudo isso, pesa para um garoto de vinte e poucos anos.

Borja tem contrato com o Palmeiras até o final de 2021 e foi emprestado ao Júnior Barranquilla no fim da temporada passada.

Pelo verdão, o atacante disputou 112 partidas oficiais e marcou 36 gols. No Barranquilla, Borja entrou em campo nove vezes e fez quatro gols até o momento. 

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