Jogadores do Palmeiras que tiveram COVID-19 não apresentam sequelas

Em entrevista à Gazeta Esportiva, Daniel Gonçalves, coordenador científico do Palmeiras, conta que os atletas que tiveram a doença causada pelo coronavírus não apresentaram sequelas e que o clube está tratando de forma minuciosa cada caso.

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Três jogadores testaram positivo  durante o período sem atividades e outros dois foram diagnosticados com a doença mais recentemente – um deles, inclusive, segue em isolamento domiciliar. Como parte do protocolo para a retomada dos trabalhos, os atletas já recuperados passaram por exames para apurar eventuais sequelas.

“Fizemos uma bateria de testes nos âmbitos cardiológico e clínico fisiológico para ver se o vírus deixou alguma alteração funcional no organismo desses atletas. Verificamos que não. Houve somente perda de condição cardiorrespiratória em um deles, possivelmente pelo longo período de inatividade”, disse Gonçalves.

Os jogadores que testam positivo são imediatamente afastados dos trabalhos na Academia de Futebol, mas, se assintomáticos, permanecem com atividades de maneira virtual. O Palmeiras tomou a posição de manter em sigilo a identidade de seus cinco jogadores contaminados por covid-19.

“Percebemos que, no futebol, os atletas têm um sistema imunológico mais fortalecido. Embora sejam acometidos pela doença, sofrem poucas alterações e sintomas. Mas a pesquisa tem que ser completa, porque a covid é uma doença que, além das vias aéreas, pode afetar outros órgãos e a circulação”, alertou o coordenador científico do Palmeiras.

Dos palmeirenses diagnosticados com o novo coronavírus, o único que teve sua identidade divulgada oficialmente foi o treinador Vanderlei Luxemburgo. Em quarentena desde a última sexta-feira, o técnico de 68 anos vem sendo monitorado pelo departamento médico do Palmeiras.

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